O deputado estadual Toninho Wandscheer (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na segunda-feira (10), para agradecer a visita da presidenta Dilma Rousseff à Capital nesta quinta-feira (13). Ela veio anunciar os recursos da União para a construção do metrô na capital do Paraná. A obra, que está orçada em R$ 2,2 bilhões, vai contar com R$ 1,75 bilhão do governo federal.
“O metrô é um sonho do Curitibano. Essa obra teve a dedicação do prefeito Luciano Ducci, que esteve com a ministra Gleisi Hoffmann em Brasília viabilizando os recursos necessários que a União repassou à Prefeitura de Curitiba para que essa obra pudesse ser realizada”, disse o deputado.
O deputado comentou ainda que o Paraná seja o Estado que menos recurso recebe do Governo Federal para investimentos. “Tenho visto que a resposta do Governo Federal aos Projetos apresentados pelo Governo do Estado e pelas Prefeituras são imediatas, como vemos agora quando temos um grande projeto que é de interesse da população, onde o Governo Federal não mede esforços para enviar os recursos para que a obra do Metrô beneficie o povo de Curitiba”, falou.
Duplicação BR-116
Outro assunto destacado pelo parlamentar foi o início das obras da duplicação da rodovia BR-116, trecho entre Curitiba e Fazenda Rio Grande. Toninho falou da luta histórica há mais de 12 anos pela população fazendense para sensibilizar a classe política sobre a importância da duplicação.
“Desde 1999 quando fechamos a BR, começamos então uma luta para que aquele trecho que liga o CEASA à Fazenda Rio Grande fosse duplicado. Essa obra aconteceu por intermédio da privatização da BR-116 e hoje ela está iniciando”, comentou.
Pais das Obras
O deputado fez um comparativo entre as duas obras – metrô e duplicação. Segundo Toninho, no futuro quando essas obras estiverem sendo executadas, muitos políticos vão estar se colocando como responsáveis por elas, lembrando que em 2012 acontecem as campanhas políticas. “É incrível como aparecem os Pais das Obras”, alertou o deputado.
Durante pronunciamento Toninho mencionou que na cidade de Fazenda Rio Grande, o prefeito realizou um abaixo-assinado e publicou num jornal que a obra começava por causa daquele documento.
“Olha, é fantástico a presteza e a competência de uma obra que sabemos que para começar precisa de licenciamento ambiental e que teve a mão e uma dedicação exclusiva da ministra Gleisi. Quando estivemos com o Prefeito Ducci, em Brasília, na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) discutimos exatamente a necessidade de viabilizar essa duplicação. Também participamos de uma reunião em Curitiba junto com o prefeito Ducci, onde pedimos para que essa obra fosse viabilizada o mais rápido possível. Sabemos o quanto é difícil trafegar 12 km e levar 1 hora para vir da Fazenda Rio Grande a Curitiba”, contou.
O deputado falou sobre o projeto da Linha de Integração do Transporte Coletivo que liga Fazenda Rio Grande a Curitiba e finalizou informando quem é o responsável para que a obra da duplicação acontecesse.
“Tem que dizer que essa obra é importante sim, não só pelo esforço do deputado Toninho, do prefeito Ducci, da ministra Gleisi, do governador Beto Richa, do prefeito de Fazenda Rio Grande, Chico Santos, mas sim, de todos. Não adianta um querer capitalizar uma obra que é do interesse comum e do trabalhador de Fazenda Rio Grande. É isso que quero deixar aqui e por isso que quis falar da questão do Metrô. O Metrô não tem dono ele é do povo de Curitiba assim como a duplicação da BR-116 também será do povo!”, finalizou.
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De nada adianta a duplicação se não existir a linha No pronunciamento desta segunda-feira (10) o deputado estadual Toninho Wandscheer (PT) também comentou sobre o projeto da Linha de Integração do Transporte Coletivo que liga Fazenda Rio Grande a Curitiba. O deputado disse que de nada adianta a duplicação se não existir a linha metropolitana para que os ônibus circulem com segurança. Toninho lembrou que já encaminhou o projeto para que os recursos em torno de R$ 50 milhões sejam colocados na LDO e no Orçamento da União. “Desenvolvemos esse projeto quando o governador Beto Richa era prefeito e estávamos lá COMEC. Exatamente por quê? Porque o ônibus vem com 80 pessoas dentro e anda a 12 km por hora, demorando 1hora e meia para chegar ao seu destino. Porém, como trafega devagar não oferece muito risco de morte para os passageiros. Agora quando a rodovia for duplicada, os ônibus andarão a 60 km por hora e todos os cidadãos que estarão dentro do ônibus vão correr risco de vida. Porque o caminhão, o ônibus e o carro estarão disputando espaço. Toninho relembrou os acidentes trágicos que ocorreram na rodovia e citou um onde morreram mais de 40 pessoas, porque estavam sem cinto de segurança. “Além da duplicação da BR-116, nós precisamos fazer com que o eixo metropolitano seja construído para que as pessoas que usam o ônibus sejam premiadas nesse projeto da privatização”, disse o deputado. Para Toninho, quando a União e o Estado forem fazer uma privatização de uma estrada de duplicação deverão pensar nos trabalhadores. “O trabalhador não anda de carro e nem de caminhão. Anda de ônibus. Se essa estrada que foi privatizada tivesse feito essa linha de ônibus, hoje não estaríamos buscando recursos do Governo Federal. O próprio pedágio poderia ter pagado e estaríamos com uma obra concluída”, concluiu o parlamentar. |
