Cruzamento entre as ruas Ângelo Burbelo, no Tatuquara e Jorge Tortato, no Campo do Santana, é perigoso e causa acidentes. Solução para o problema depende do Ippuc e da Comec
A Autopista Planalto Sul, que detém a concessão de Curitiba até a Divisa com SC/RS, mostra preocupação com o cruzamento em nível das ruas Ângelo Burbello e Jorge Tortato, no Tatuquara, por apresentar grandes riscos para os usuários.
A concessionária é a responsável pela duplicação até Fazenda Rio Grande e o cruzamento faz parte das obras, mas são de responsabilidade do Ippuc e da Comec.
Em setembro, do ano passado, a concessionária entregou à população um segmento entre os km 117,4 e km 121,2 da Pista Norte, totalizando 3,8 km. O cruzamento foi sinalizado pela Autopista Planalto Sul, mas ainda oferece riscos.
Foi assinado um convênio entre Comec, Ippuc e a concessionária, em que está prevista a execução uma trincheira na Rua Vereador Ângelo Burbelo, km 119, e um trevo em desnível nas proximidades da Rua Jorge Tortato no km 122. Como o cronograma dessas obras é posterior ao final da duplicação, a concessionária irá executar provisoriamente dois retornos em nível, permitindo que os moradores dos bairros do entorno possam retornar em locais menos distantes da rodovia duplicada.
O projeto inicial da concessionária foi mudado por conta das intervenções da Comec e do Ippuc que fizeram alterações na sua proposta. Estes retornos em nível estão em fase de detalhamento do projeto executivo e em processo de contratação das obras e com término previsto para maio.
A grande precupação da concessionária está no fato de nenhum dos dois órgãos, nem Ippuc e nem Comec, sequer iniciaram as obras.
Enquanto isso, a duplicação até Fazenda Rio Grande está concluída, mas os trechos entre os cruzamentos da Ângelo Burbelo e Jorge Tortato continuam bloqueados por conta das obras do Ippuc e Comec que não começaram.
Acidentes
Como o tráfego aumentou por conta das obras que melhoram a rodovia, os acidentes também cresceram. Desde 2008, ano em que a Autopista Planalto Sul assumiu a concessão, os acidentes da Ângelo Burbelo, no km 119,9, aumentaram 42% e na Jorge Tortato, km 122 o aumento foi de 35%.
“Temos que analisar o que é melhor para o usuário. Nossa preocupação é com o bem estar do motorista, do pedestre da nossa rodovia. Fizemos uma sinalização paliativa nos cruzamentos, que funciona, mas continuam a acontecer acidentes. Se nem a prefeitura de Curitiba, nem o governo do Estado do Paraná, tomarem uma providência, o melhor seria fechar estes cruzamentos em prol da segurança de todos”, disse o diretor superintendente da Autopita Planalto Sul, Antônio Cesar Ribas Sass.
Depoimento do Deputado Toninho
Publicamos a nota da Autopista Planalto Sul, como informação do que está acontecendo na BR-116 para vocês. Mas ao me deparar com esse jogo de empurra empurra, venho a público dizer que a culpa da abertura da segunda pista da rodovia é exclusivamente da Autopista Planalto Sul, que está com os serviços atrasados e não tem cumprido o cronograma.
Em 2011, numa reunião que tivemos com a OHL, em Curitiba, a concessionária disse que teriam início as obras do trevo da Vila Pompeia, km 117, região bastante crítica da rodovia. Mas nada foi feito agora, ou seja mais uma obra que vai demorar a ficar pronta.
Já, o elevado/viaduto que dá acesso a Avenida Nossa Senhora Aparecida, ligando todos os bairros de Fazenda Rio Grande já está sendo executado, porém as obras seguem em ritmo lento, vão levar cerca de um ano para ficarem prontas.
Na minha opinião, só com essas duas obras finalizadas, já poderia ser possível liberar a segunda pista da rodovia e evitar tais transtornos. As obras de responsabilidade do Ippuc e da Comec são complementares para melhorar as condições do projeto e não essenciais para a liberação do tráfego.
Quem trafega pela rodovia, sabe dessa realidade. Até agora, a Autopista Planalto Sul ainda não terminou de colocar aquela barreira que divide a pista tipo New Jersey” , o que tem ocasionado constantes congestionamentos na rodovia.
Falta uma fiscalização maior pela ANTT ao contrato assinado com a Autopista Planalto Sul. As obras seguem em passo de tartaruga, mas o pedágio eles não deixam de cobrar.
