Opinião – Deputado Toninho repudia massacre aos professores do Paraná

Deputado Toninho relata o que houve no fatídico 29 de abril no Paraná. Ele esteve na Assembleia neste dia e acompanhou de perto, a repressão policial, ordenada pelo governador do Estado, Beto Richa, contra os professores que exigiam a retirada do projeto que confiscava sua previdência.

 

Deputado Toninho repudia

massacre aos professores do Paraná

 

Acompanhei de perto as manifestações dos professores no dia 29 de abril, e me deparei com algo que fere todos os princípios democráticos. O que eu vi naquele dia, na Praça Nossa Senhora de Salette, em Curitiba, foi algo que não passa na cabeça de ninguém, e que fere todos os princípios de um governante que não pensa o mínimo no cidadão paranaense.

 

Vi atitudes do Senhor Carlos Alberto Richa, governador do Estado, que acompanhou todo o confronto contra os professores da janela do Palácio Iguaçu. Assistindo de camarote a toda a barbárie, os atos de violência contra professores, jornalistas, crianças, deficientes, funcionários públicos e a população do Paraná.

 

Ali estiveram pessoas reunidas por um propósito, que lutavam pela sua aposentadoria, mas que tiveram seus direitos violados por parte do Governador. Essa violência com os professores foi algo inacreditável. O que aconteceu com os professores em 1988, na época em que Álvaro Dias governava o Paraná, nem se compara com o confronto de 29 de abril.

 

Os professores perdem seu maior patrimônio: a aposentadoria de cada um. A decisão de votar e aprovar o projeto num atropelo desses, criando todo esse clima de guerra, só reforça a tese e explica tanta irresponsabilidade: Beto Richa já gastou esse dinheiro. E não pôde mais recuar.

 

Acredito que esse triste episódio vai marcar para sempre a carreira do então governador Beto Richa, e será um exemplo para a história do Paraná de como um governante não deve agir num regime democrático.

 

foto: Leandro Taques

 

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